Fragmentado: Vale a pena assistir? – Crítica do Filme

Eu não gosto de ser o tipo de pessoa pessimista, mas assim que vi o trailer de Fragmentado há alguns meses, eu fiquei incrédula: como é que o filme vai dar conta de uma trama onde o protagonista tem 23 identidades distintas?

Kevin (James McAvoy) possui 23 personalidades distintas e consegue alterná-las quimicamente em seu organismo apenas com a força do pensamento. Um dia, ele sequestra três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin e precisam encontrar algum meio de escapar.

O trailer é eletrizante e se você o assistiu, assim que o filme começa na telona, a sensação de expectativa é constante. O enredo do filme se desenrola aos poucos, sem pressa, nos deixando aflitos e ansiosos para os desdobramentos das ações de Kevin (James McAvoy).

As 23 identidades distintas

Esse transtorno que o protagonista tem é o diferencial do filme e como vocês devem imaginar é em torno disso que a trama gira. Assistindo aos trailers, vi que M. Night Shyamalan ao decidir que esse personagem teria 23 identidades, talvez tenha se esquecido que precisaria trabalhar todas elas em 2 horas de filme. Eu estava curiosa e decididamente aberta para ver como isso seria explorado, mas eu senti que o enredo não deu conta dessa proposta, senti que Shyamalan poderia ter definido menos identidades, para poder explorá-las mais.

As atuações

Temos cinco pessoas em destaque no filme, o protagonista Kevin (James McAvoy), as três adolescentes raptadas (Anya Taylor-Joy, Haley Lu Richardson e Jessica Sula) e a doutora Fletcher (Betty Buckley). Acredito que o ator James McAvoy fez um bom trabalho e desempenhou muito bem o protagonista e as várias identidades que foram mostradas, mas não foi algo extraordinário ou talvez não tenha me impactado tanto por causa do enredo em que esse personagem promissor estava inserido.

As adolescentes não me convenceram. Na verdade a atriz Anya Taylor-Joy que tem a personagem que é mais explorada na trama, me pareceu apática e me remeteu imediatamente a Kristen Stewart e seu jeito apagado de ser. As outras duas pareciam não ser muito bem direcionadas, perdidas em cenas que deveriam ser de desespero, foi muito difícil me convencer que estavam em cárcere privado tendo em vista que a reação delas não demonstrava isso.

O final (calma, não tem spoiler, é só a minha impressão sem revelar nada)

O final pra mim foi muito, muito confuso. Não sei se me perdi em alguma parte ou se não entendi a referência, mas a gente espera que um filme cheio de coisas como cárcere privado e uma pessoa com 23 personalidades não acabe de forma tão duvidosa. Eles deixaram uma margem muito grande pra uma continuação, que poderia ser algo mais sutil.

No geral Fragmentado foi um filme que me decepcionou em partes e me divertiu muito em outras. É inevitável esperar que o diretor de O Sexto Sentido sempre traga às telas um filme a altura e apesar de Fragmentado ser um filme com um excelente suspense, muita coisa na trama não é credível o que atrapalha um pouco a experiência de quem assiste.

1 Comment

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *