DUNKIRK: uma verdadeira experiência de guerra

Categorias Cinema

Dunkirk (baseado em fatos reais) começa com centenas de milhares de soldados ingleses e aliados cercados por forças inimigas. Encurralados na praia, com o mar em suas costas, eles enfrentam uma situação impossível à medida que o inimigo se aproxima.

Acredito que com esse trecho da sinopse acima, é o suficiente para você assistir o filme. Aconselho você não assistir o trailer para que desfrute da excelente experiência que o filme é, se surpreendendo com cada detalhe.

Dunkirk é o mais novo filme do Cristopher Nolan e você já deve ter ouvido falar de seus outros filmes: Interestellar e A Origem. Se você assistiu algum dos dois (ou os outros) é o suficiente para que entre na sala de cinema com as expectativas incontroláveis.

Claro que ir assistir um filme com expectativas altas pode estragar a experiência. Mas posso afirmar com felicidade que Dunkirk não decepciona. A guerra apresentada sobre uma ótica realista e pouco heroica me deixou contente e impactada com o filme.

Começamos pela linearidade

Este filme é um recorte de um determinado momento de uma guerra. Não somos apresentados de forma tradicional aos personagens – na verdade pouco sabemos sobre eles. O que importa é o momento e no momento eles estão em guerra.

Então o filme traça uma perspectiva em pedaços que só farão sentido mais a frente. Aquela sensação de não entender o tempo apresentado te deixa mais preso à trama. Até porque você quer entender o que está acontecendo!

As cores de Dunkirk

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As cores estão sóbrias e são um grande fator para Dunkirk ter me parecido mais realista que outros filmes de guerra que já assisti. Verde militar, azul petróleo, cinza escuro. São três cores presentes na obra que colaboram para que a sensação de frio e solidão chegue até nós do outro da tela. Seria difícil sentir o desespero desses soldados abandonados se as cores fossem alegres e vivas. Cores sólidas e escuras foram a melhor escolha para que realmente sentíssemos o pesar da guerra.

A música e o silêncio

O responsável pela trilha sonora foi o célebre Hans Zimmer. Ele também é o responsável pelas trilhas de O Código da Vinci, 12 anos de Escravidão e da animação Rango. Então você deve imaginar que as ondas sonoras que embalam Dunkirk são poderosas.

E junto a elas está o meu potencializador sonoro favorito: o silêncio. Para mim não há nada mais efetivo do que o silêncio bem empregado em cenas fortemente dramáticas.

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Sobre o enredo em si

Acredito que o enredo de Dunkirk é muito bom, mas o conjunto é o que tornou o filme uma excelente experiência. A edição, a montagem, a trilha sonora – sem eles condizentes com a ideia central, o filme não daria certo.

São poucos diálogos, são muitas expressões. Então as atuações foram muito satisfatórias, foram convincentes. E devo dizer que o que mais gostei foi que o enredo não apela para o heroísmo clássico de uma guerra. Onde alguém se destaca.

Esse é um filme sobre os soldados quase esquecidos. É um filme sobre aqueles que não tem um grande nome, uma grande posição, mas apenas a grande vontade de voltar pra casa depois de tempos conturbados e traumatizantes.

Dunkirk é uma excelente opção para os amantes de filmes históricos, de filmes de guerra e de filmes dramáticos. Não esperem ação desmedida – Transformes seria a melhor escolha se procura isso -. De 1 a 10 Dunkirk recebe 8,5. Não é um filme que entrará na minha lista de favoritos, mas entrou na lista de filmes bem feitos que já assisti na vida e acredito que isso é uma ótima coisa.

Mas agora quero saber de vocês: gostam de filmes desse gênero? Vão assistir Dunkirk no cinema? Me contem aí nos comentários!
21 anos, fangirl tímida, bookaholic assumida. Criei o Peixinho Geek para compartilhar meu amor pela leitura, minhas experiências como universitária e minha caminhada árdua para que meu senso de moda atinja o nível Luna Lovegood .

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