Como lidar com a sensação de superexposição

Categorias Manuais de Sobrevivência
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Se em algum momento você conversou com alguém e após a conversa ter terminado você sentiu que falou demais e uma sensação de superexposição te atormentou por dias, mesmo sem você ter falado nada demais da sua vida para a pessoa, por favor comenta aí embaixo para eu saber que não sou a única que praticamente enlouquece por causa da língua.

Bem, tudo começou quando eu era bem mais nova e a reclamação frequente dos professores para os meus pais era que eu falava demais. Mas quando você é criança tá tudo bem né, você no máximo vai constranger algum adulto, mas ele que se vire para arrumar a situação. Quando você vai crescendo é que as coisas complicam e no meu caso complicaram muuuuito mesmo.
Pré-adolescência foi aquela fase que eu comecei a me interessar por alguns garotos, mas eu simplesmente não conseguia apenas gostar no meu canto, eu tinha que contar para cada amigo como eu estava desempenhando bem meu papel de trouxa. Hoje esses tweets engraçadinhos resumem bem o que eu passava, a diferença é que eu e minha boca espalhávamos pra deus e o mundo, na verdade eu poderia até contar para poucas pessoas, mas nessa fase da vida eu ainda não sabia que não da pra confiar em todos os colegas.
Depois veio a adolescência que foi uma versão estendida da fase anterior, só que foi a partir daí que eu comecei a ficar bem traumatizada toda vez que achava que falava demais sobre minha vida para alguém. Me espanta hoje perceber que demorou tanto pra isso acontecer, porque eu era o tipo de pessoa que contava até o que eu tinha comido no dia pro estranho do ônibus.
Nossa, você já deve estar cansado de ler essa história ou está rindo maleficamente da desgraça alheia, se você estiver fazendo a segunda opção, não te culpo, problemas adolescentes são sempre engraçados quando lembramos anos depois.
Mas voltando ao foco: essa sensação de superexposição. Ela não é de todo ruim, porque ao pensar que ela vai me atacar após uma conversa, ligo todos os filtros e falo somente o essencial com quem quer que seja. Mas ela não é boa, porque ninguém merece se sentir ansioso por imaginar sem parar o que a outra pessoa está pensando de você, após saber, por exemplo, que você não consegue acordar cedo.
Acho que essa sensação tem muito a ver com insegurança. E não existem pessoas totalmente seguras, ou será que elas existem? Se sim, onde vivem? O que comem? Que conselhos dão para nós meros mortais inseguros de nossa vil existência? Ai ai, como lidar com essa sensação?
Diferente de Como lidar com ansiedade e Você vive um dia após o outro? Dois posts que já fiz aqui no blog, o manual de sobrevivência de hoje vai ficar em aberto, porque ainda estou tentando descobrir como me livrar dessa coisa que me persegue toda vez que saio de uma rodinha de discussão.
Essa transição de adolescente para jovem adulta é muito complicada gente. De um lado tenho que resolver coisas no banco, aluguel, contas e do outro estou empolgada com a nova animação que a Pixar vai lançar. E é nesse meio que a gente acaba sem saber qual assunto abordar com cada amigo que fizemos na faculdade por exemplo. É uma luta diária ter que administrar o que converso, com quem converso, mas acredite: ter esse trabalhinho me poupa bastante de sofrer depois e não adianta eu aconselhar ninguém a “ligar o foda-se” porque não é assim que a banda toca. Pelo menos não quando você já está fora do colégio.
Bem, hoje é isso. Não tem dica solucionadora, só tem desabafo. E você? Como lida com essa sensação e se não a tem, pode me dar umas dicas?
21 anos, fangirl tímida, bookaholic assumida. Criei o Peixinho Geek para compartilhar meu amor pela leitura, minhas experiências como universitária e minha caminhada árdua para que meu senso de moda atinja o nível Luna Lovegood .

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