Como foi ganhar um HACKATHON na Campus Party

Categorias Aventuras

Para contextualizar essa história, tenho que começar falando que era Outubro de 2016 e eu havia acabado de voltar de São Paulo. Havia feito uma viagem incrível (primeira vez em um avião \o/) para a Bienal Internacional do Livro e assim que cheguei em Salvador já estava inquieta em busca de uma nova aventura. Como eu sou uma pessoa que gosta de desafios, assim que vi um anúncio da Campus Party 2017 eu não só decidi que iria, mas como levaria uma caravana comigo! 

Os últimos meses de 2016 foram envoltos pela minha busca por meios para que essa caravana desse certo, mas estava tudo muito improvável e quando chegou Janeiro de 2017, faltavam 20 dias para a Campus e não tínhamos transporte, além de que àquela altura mais da metade das pessoas desistiram e eu me recusava a aceitar que a viagem não daria certo.

Gostaria que vocês tivessem um vislumbre do que eu sentia no meio daquela sucessão de complicações: às vezes sabemos quando algo vai valer a pena e por mais que a gente não consiga explicar pros outros a nossa volta, é importante você acreditar nesse feeling que te diz para não abrir mão das coisas. 

Bem, faltando apenas três (ou duas) semanas para a Campus Party, entre muitas conversas com muitas pessoas, encontrei uma ~fada madrinha~ ♥ Aline Carvalho é Embaixadora da Campus e através dela as coisas começaram a se encaminhar e a correrem bem.

Então finalmente lá vamos nós: de Salvador para São Paulo em uma viagem de 2 dias, para o maior evento tecnológico do mundo!

Nos inscrevemos no Hackathon quando ainda estávamos na estrada: era uma cidade de Minas Gerais, de madrugada, os motoristas tinham parado para descansar. Àquela altura já estávamos muito empolgados. Não sabíamos como seria o desafio, mas já discutíamos ideias e fazíamos planos para o prêmio (hahaha quem nunca?). Ao chegarmos em São Paulo, turistamos, descansamos, mas não víamos a hora do desafio começar.

hackathon
Da esquerda pra direita: André, eu, Mary, Adson e Jeferson! <3

E a quarta-feira (dia 1 de Fevereiro) enfim chegou e a Visa nos recebeu muito bem e iniciou a palestra inicial explicando todo desafio, dando a largada logo em seguida: “vocês tem 24hrs”. Nunca vou esquecer a sensação incrível que foi olhar em volta e ver todas as equipes correndo e começando a se reunir para tramar seus planos de dominação global (hahaha :p).

Acho que aí, nesse começo, nós tivemos o diferencial que nos deixou a frente das outras equipes: a nossa equipe, OnPay (nome lindo né? :D) era formada por amigos. Especificamente: dois casais e mais um amigo, ou seja, todo o momento que as outras equipes levaram para se conhecer e dialogar sobre seus métodos de trabalho, nós já estávamos discutindo como executar nossa ideia.

Acho que fica já uma nota sobre o hackathon: tudo foi mais emocionante e mais fácil por estar sendo feito com amigos. Conhecer pessoas novas é maravilhoso, viva a Campus por permitir esse networking incrível, mas se jogar em uma aventura com as pessoas que você ama não tem preço. A experiência se torna outra.

O dia passou, dispersamos e começamos a ficar estressados: trabalhar com amigos é bom porque facilita o diálogo, mas permite que as discussões sejam mil vezes mais intensas do que com estranhos. Logo, éramos a equipe que mais discutia e gritava (morro de rir, mas na hora quis matar um) no desafio.

hackathon
Eu e Mary empenhadas em fazer as pesquisas e elaborar o pitch!

A madrugada chegou e eu não aguentava mais. Precisava dormir, acho que era umas 4 da manhã, eu faria a apresentação dali a algumas horas, precisava dormir pelo menos um pouco. Os meninos ficaram acordados, alguma coisa, somente uma coisa não funcionava no código e eles não conseguiam resolver.

“CONSEGUIMOS IZA” eram 9hrs da manhã e foi com esse grito empolgado do André (meu amor <3 vocês sabiam que eu conheci ele na Campus Party de 2015?) que levantei em um pulo da barraca para me deparar com ele em euforia por ter finalmente conseguido resolver o problema do código. Nossa solução – um app para pagamento automático em baladas, sem tirar cartão ou celular do bolso – estava rodando. Tínhamos o software, tínhamos o hardware, tínhamos uma apresentadora de pitch devidamente descansada (apesar de pilhada de nervosismo) e depois de uma crise de ansiedade que tive antes da apresentação (sou bem humana, né) as 24hrs de desafio se encerraram. Apresentamos e só nos restava aguardar.

O resultado, bem, gerou um ataque de felicidade que eu não tinha experimentado desde a Bienal do Livro. E acho que foi ali que percebi que é isso que me faz bem: me jogar em experiências loucas e improváveis e tirar delas o melhor para minha vida. No Hackathon esse melhor veio na forma de um cheque de 15mil reais (amém, Visa!) e não preciso dizer que isso vai ficar guardado em meu coração pra sempre né?

Bem galera, escrevi esse texto depois de uma conversa com minha amiga Talita, que me falou que muita gente, como ela, que não pode ir pra Campus ou pra outros eventos, fica esperando os relatos de quem foi para poder viver um pouco a experiência desses momentos. Eu achei isso incrível. E resolvi abrir uma categoria fixa aqui no blog para compartilhar toda aventura que eu tiver. A próxima será sobre a Bienal do Livro de SP, vocês acreditam que eu consegui o dinheiro pra ir, vendendo rifa em duas semanas?! Pois é, depois conto pra vocês 🙂

Beijos! Até mais!

21 anos, fangirl tímida, bookaholic assumida. Criei o Peixinho Geek para compartilhar meu amor pela leitura, minhas experiências como universitária e minha caminhada árdua para que meu senso de moda atinja o nível Luna Lovegood .

5 ideias sobre “Como foi ganhar um HACKATHON na Campus Party

  1. Preciso dizer que não só a Iza participou na equipe dela, mas também gentil e adoravelmente auxiliou na execução do logo da mina equipe (que ficou em terceiro lugar), além de ter dado dicas preciosas. Raro encontrar tamanha humildade e simpatia, ainda mais num ambiente competitivo – prova de que colaboração em tais ambientes é mais do que positivo!!! PARABÉNS!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *