Capitão Fantástico: vale a pena assistir? | Crítica do Filme

Categorias Cinema

Capitão Fantástico

Capitão Fantástico para uns ou até mesmo Capitão sem noção para outros.

Filme escrito e dirigido por Matt Ross (do filme 28 Hotel Rooms), estrelado por Viggo Mortensen (da série de filmes O Senhor dos Anéis e de Senhores do Crime).  O filme tem muitos aspectos em comum com Into The Wild (Na Natureza Selvagem)!

O filme conta a história de uma família que vive longe da civilização, do mundo no qual estamos acostumados e os pais (dirigentes da família), passam a viver nas florestas tendo que se adaptar a mesma. A família na qual é controlado e dirigida pelo pai, Ben Cash (interpretado por Viggo Mortensen), que ensina aos seus seis filhos ideais de liberdade, direitos civis e técnicas de sobrevivência na selva (a nossa famosa educação física, como você nunca viu). Desde muito novas as crianças são instruídas de forma dramática a conviver com as aventuras da vida humana e como sobreviver a tais, com isso elas passam a manusear até mesmo armas.

Capitão Fantástico

Entretanto, a família é abalada com uma situação que põe todos à prova, na qual os fazem cair na real, voltar para o mundo que não estão acostumados. Com isso, a relação das crianças com o pai é afetada, colocando em risco seus conceitos de o que é ser um bom pai, ou se ele era um bom pai, de fato.

O filme é uma comédia dramática bastante enriquecedora, pois aborda diversos assuntos que podem ser aplicados ao nosso cotidiano, temáticas que vivenciamos em nossa sociedade e que geram uma boa discussão.

Através do personagem principal, podemos perceber uma personalidade forte e extremista, o que leva aos filhos a se rebelarem com relação as atitudes do pai. É de grande relevância, os conflitos existentes no filme desde do pai para com os filhos, e até mesmo do pai no mundo “real”, a forma no qual Ben Cash, até certo momento defende o ponto de vista no qual acredita, conservador e radical, tentando privar ou livrar os filhos de uma sociedade capitalista e superficial.

Capitão Fantástico

Algo curioso no filme, que vale a pena ressaltar, é a forma na qual os pais tratam os filhos, projetando a sua própria vida, seus sonhos, desejos, interesses e muitas vezes destruindo a sua individualidade e formação pessoal. Vale a pena, a reflexão com relação ao que nos é proposto em relação a educação familiar e acadêmica; as crianças do filme são seres providos de conhecimentos além do natural, principalmente para idade, sem que tenham frequentado ao menos a escola primária. Conhecedores de noções filosóficas, ao que se comparam aos conhecimentos obtidos por crianças da mesma faixa etária, entretanto em outro meio social. É de extrema relevância observar o estilo de vida da família e como lidam com as situações diárias.

Como dito anteriormente é um filme cômico dramático e Indie. No clímax do filme podemos apreciar um belíssimo musical de Sweet Child O’ Mine. A fotografia do filme é dirigida por Stéphane Fontaine, que possui características marcantes em suas produções, que nos permite atribui-lá a tal criação, como por exemplo a presença de tons opacos e terrosos, que cria uma interessante composição com o proposto pelo filme, o visual e estilo dos personagens.

Após as situações de conflito que abalam a família, Frank Langella veterano nas telinhas, aparece como avô para confrontar e chocar Ben, que por amor aos filhos deve transformar-se e amadurecer. Com relação a produção geral do filme, direção, elenco, fotografia, foi realizado um ótimo trabalho, tudo foi bem detalhado e explícito no filme, bela composição, de total harmonia.

2 ideias sobre “Capitão Fantástico: vale a pena assistir? | Crítica do Filme

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *