A Vilã (2017) – A vingança de uma forma bela

O cinema oriental é marcado por um aspecto que está presente em quase todas as suas produções cinematográficas como ponto de partida ou motivador para os personagens: busca por vingança. A violência desses filmes de ação é sempre justificada por uma busca por justiça e em A Vilã não é diferente.

Desde que era pequena, Sook-hee foi treinada para se tornar uma assassina sanguinária. Quando o chefe da Agência de Inteligência coreana oferece-se para recrutá-la como agente secreta, Sook-hee recebe uma segunda chance na vida: “Trabalhe por nós por 10 anos e você ganhará sua liberdade”.

O filme (que já foi até exibido em Cannes!!) começa tirando seu fôlego, com um visual lindo e uma perspectiva que te envolve literalmente.

Sabendo que os primeiros 15 minutos de um filme são os responsáveis por apresentar levemente a trama e cativar seu espectador, A Vilã cumpre esse objetivo de forma excelente.

Ele não é um filme com uma trama super original – no sentido de inovação de enredo – ele se parece muito com vários outros filmes de ação e seu momento de tranquilidade se parece muito com filmes de romance. Há muitos clichês, MAS é a forma que esse filme foi montado que o torna tão incrível.

Não há muitas explicações, você só segue um fluxo muito bem montado que te confunde desde o começo e há ganchos para continuações que expliquem melhor diversas coisas.

O que não agradou?

Acredito que meu único incômodo foi o desenvolvimento em certo momento que pareceu mudar bruscamente de ação para romance, sem avisos prévios. Não chega a ser uma parte grande do filme, mas uma transição mais leve seria menos chocante.

A Vilã é um filme que amei ter assistido e olha que não sou fã de filmes de ação, viu? Ele é muito envolvente, acho que só a primeira cena já vale sua ida ao cinema, então, podem ir sem medo!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *