A Coisa (2017) que vai te levar ao cinema

E fomos ver mais uma adaptação do King, A Coisa (It, 2017)

SINOPSE

Um grupo de crianças tenta desvendar o mistério que assombra a cidade de Derry, um terrível palhaço que espreita nas sombras.

COMENTÁRIOS

Depois da decepção que foi A Torre Negra, é muito bom ver uma adaptação bem feita de Stephen King. Ou melhor, eu não li o livro, só vi o filme anterior. Mas é um ótimo filme, é o que eu quero dizer. E isso já adianta meus comentários futuros.

Eu sou um grande crítico dessa onda chata de reboots e remakes, mas a gente sempre tem que admitir quando vê coisas bem feitas. E esse remake tá bem feito PRA C@#$%&*#!

Por que?

Porque pra mim, remakes valem a pena quando tem algo a acrescentar, e o filme anterior se desgastou com o tempo, em quesitos como, por exemplo, linguagem cinematográfica antiga, efeitos velhos, atuações já não tão boas. E infelizmente, o It de 1990 sofre com tudo isso. O desse ano não só atualiza como, ao meu ver, melhora ainda mais a experiência de acompanhar os 7 protagonistas.

As atuações

Inclusive, meus parabéns. Sério. A TODOS! Mas, reverenciando os mirins,  Jaeden Lieberher (Bill), Jeremy Ray Taylor (Ben), Sophia Lillis (Beverly), Finn Wolfhard (Richie), Chosen Jacobs (Mike), Jack Dylan Grazer (Eddie), Wyatt Oleff (Stanley), e Nicholas Hamilton (Henry Bowers), tão fazendo um trabalho incrível. Sem contar o fantástico Bill Skarsgård (Pennywise) Na verdade, todo o elenco é muito, muito bom, e merecem todas as reverências. Inclusive, eles entregam melhor o que o papel pede do que no clássico de 90 (que é um grande filme, por favor não deixem de ver). E é difícil falar esse tipo de coisa, porque por exemplo, o Pennywise era interpretado brilhantemente pelo Tim Curry mas… É verdade.

Além disso, a linguagem cinematográfica, como falamos, mudou também, sendo atualizada. Os diálogos são mais dinâmicos, a filmagem é mais viva e mais criativa, a direção está toda de parabéns.

E os efeitos, para ser justo, uma ou duas vezes deixaram a desejar mas, em geral, estão caprichados. E essa talvez seja a maior falha do filme de 90, os efeitos envelheceram mal. E claro, não estou usando isso para afirmar que o filme era ruim. Por favor, o filme antigo NÃO É RUIM, É UM FILMAÇO! Mas envelheceu, é perceptível, e a atualização (nesse caso) é bem vinda.

Eu não vou comentar mais pra não estragar nada. Sério, to com muito medo de entregar alguma coisa que não deveria, e o filme tá bom pra cacete.

PARTES BOAS:

Elenco matador

Renovação nos efeitos especiais

Quem gostou do filme antigo vai gostar desse, é fiel da maneira certa, sem deixar de trazer novidades quando necessário.

Renovação bem-vinda de efeitos especiais.

Se você veio pelo susto, vai valer o ingresso.

Caramba, de vez em quando acertam alguma do King!

PARTES RUINS:

Hum… Ah, lembrei.

Por vezes os sustos são bem previsíveis.

Esse filme resolve assuntos melhor que o de 90 mas, por outro lado, me deu a sensação de resolver “Demais”. Às vezes, um mistério mal acabado faz bem, também.

RESUMINDO:

Segunda vez em menos de um mês que chega a nós um bom filme de terror, um estilo que fica sempre na corda-bamba entre o desnecessário e o ridículo, ainda mais sendo uma adaptação de um autor que costuma sofrer bastante no cinema (inclusive, vocês viram que ele gostou bastante? Com isso concordamos), e esse aqui tá caprichado. Merece demais o ingresso, e merece ser visto em grupo.

NOTA: 9.5 / 10

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